Era só o que me faltava! Fui mais uma vez julgada! Eu acho que me enganei quando disse que meu inferno astral estava acabando. Novidade! Me disseram que sou doente e que possuo bipolaridade, forma educada e gentil de não me dizer que sou uma maníaca depressiva! Não! Não sofro de bipolaridade, não sou maníaca depressiva. Como todo mundo, passo por problemas e algumas dificuldades no dia-a-dia, que ultimamente, diga-se de passagem, tem sido demais prá mim e se me entristeci, me revoltei, me enfureci por não poder ter o controle sobre determinados acontecimentos isso não cabe a ninguém o direito de dizer que sou doente, principalmente alguém com tantas neuromanias.
É fácil atribuir defeitos, doenças aos outros quando não se está passando pelo que o outro está. É fácil julgar quando não se sente o que o outro está sentindo.
Não aprecio, prá não dizer que odeio, quando pessoas que não estão ao par do que acontece comigo fiquem me julgando ou me taxando doenças e explicações para problemas que não me pertencem.
Me entristece saber que cada dia mais, espelhos são ocultados com lençóis para que não se veja neles o próprio reflexo.
Olha! Você que me julgou, você não passa de uma criança assustada carente de colo de mãe, aproveita a saúde perfeita de sua mãe prá desfrutar de todo o carinho e atenção que só uma mãe sabe dar. Passeie, corra, salte de encontro aos braços de sua genitora e afogue neles toda a sua saudade do lar, porque é com isso que você está acostumado, com mimos. Não julgue o que você nem conhece! Não julgue o que você não sente! Foi uma pena te conhecer dessa forma assim apresentável nesses tempos. Mas sinceramente, espero que você se torne um grande homem um dia e que antes de atirar uma pedra, pense bem em tudo o que te forma e pense que nem tudo o que você pensa sobre as pessoas é verdadeiro. A única coisa que sinto agora de você, é inveja, inveja pela saúde perfeita de sua mãe.
Seja feliz! De verdade, do fundo do meu coração.